no trabalho de ontem, surgiram coisas novas e o trabalho começou a ganhar outro tom.
Iniciei o trabalho com Nilce, e após o aquecimento, iniciou uma proposta de caça, de corrida. Meu corpo entrou em chamas e me senti muito aceso. E aí Niiilce passou a propor estímulos de totem: primeiro o touro na bacia e pernas, depois leão no peito, e um novo (pro trabalho) macaco pra cabeça.
Já havia trabalhado com essa figura do macaco em Hotel Medea na cena dos paparazzi, e me senti bastante a vontade de trabalhar com a dinamica do macaco só na região da cabeça. Nisso começou a haver um forte contraste entre a rigidez do touro, e a brincadeira/ agilidade do macaco. E o leão também passou a ter vida própria. Como se em alguns momentos o corpo fosse realmente dividido em três, e até de vez em quando brigando entre si.
Essa coisa do macaco trouxe um outro tom pro guerreiro, que andava muito sério. Ampliou as possibilidades de jogo, e a dinâmica de ações. Nesses momentos do macaco, ocorreu um estado em que o macaco simplesmente se descontrolou de tanto rir. Um descontrole muito vivo. Não sei que que me deu, mas me senti aberto, solto, com uma sensação de liberdade muito forte.
Logo após, por sugestão de Nilce, passei a experimentar as partituras anteriores dentro dessa nova dinâmica. E novas nuances surgiram. A própria caminhada zero que já andava meio estagnada e “morna”, voltou a adquirir um tom mais forte, como se um canal realmente tivesse sido aberto naquele momento.
Espero que que essa energia consiga ser codificada para ser repetida no futuro. =)