Rounin – Prévia e Estréia em Itajaí

Setembro 14, 2009 por Leandro De Maman

Rounin teve seu primeiro contato com o público com a estrutura completa agora na Mostra Drift que ocorreu no dia 05 de Setembro no CPC Gargarullo em Miguel Pereira no Rio de Janeiro. A manipulação de bonecos ficou por conta de James Turpin e Flávio Rabelo (Zecora Ura) que pegaram junto pra coisa acontecer =).  A apresentação foi bacana, ocorreu com um total de 40min e recebi feedbacks muito positivos. O boneco foi projetado à uma distância beeem grande, deixando o boneco com cerca de 3m de altura, aumentando bastante o impacto visual. O pessoal curtiu bastante mesmo. Após isso, tive reunião informal com Marta Cotrim, que sugeriu algumas melhorias, e depois com Jorge Lopes Ramos do Zecora Ura que inicia um trabalho de “diretor-colaborador/mentor/contaminador” do espetáculo. Jorge teceu vários comentários de melhoria sobre a estrutura do espetáculo que ajudará no seu desenvolvimento.

Abaixo foto tirada na apresentação de Miguel Pereira:

Rounin

Agora a próxima meta de apresentação será em Itajaí, dessa vez com atuação Osmar de Oliveira e manipulação por conta do Grupo Porto Cênico (Valéria e Carol), quero aproveitar para ficar um pouco mais de fora para cuidar do ritmo e encadeamento das cenas. A estréia está marcada para dia 29 de setembro em frente à Casa da Cultura Dide Brandão na rua Hercílio Luz, às 20h. A apresentação faz parte do projeto “Toda Terça Tem Teatro” dos grupos de Itajaí.  =) Bora que ainda tem muito trabalho pela frente.

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Trilha por DJ Eduardo M

Setembro 10, 2009 por Leandro De Maman

Devido ao caráter urbano da apresentação, a opção da trilha sonora será música eletrônica. Para fazer a criação/seleção da trilha convidei o DJ Eduardo M (Balneário Camboriú), já que gosto bastante do trabalho dele, e sei da sua seriedade e dedicação à música eletrônica. Parte da trilha já rolou  na a prévia, e acho que fechou bem o conceito da peça =).  Na próxima apresentação ele deve assistir para inclusive ver se sugere mudanças .

“Rounin” – Prévia Marcada

Agosto 15, 2009 por Leandro De Maman

Finalmente o espetáculo foi batizado. O espetáculo se chamará “Rounin”, que é a categoria dos samurais sem senhor para servir. Esta era uma das bases de criação, e por isso dá nome ao espetáculo. Os Rounins eram samurais que não tinham uma posição definida na sociedade feudal japonesa, não tinham uma honra a zelar, ou uma função específica. Muitos vagavam de cidade em cidade fazendo pequenos trabalhos ou cometendo crimes através de seus dotes marciais. Outros, aproveitavam a liberdade de não pertencer a um clã específico para ampliar os conhecimentos através do contato com os mais diversos clãs. Musashi, inspiração inicial para o espetáculo era um Rounin.

A prévia já está marcada para acontecer na MOSTRA DRIFT, no Rio de Janeiro em Miguel Pereira. Vai acontecer dia 05 de setembro no sábado, às 21h nas ruas de Miguel Pereira. Abaixo programação completa da MOSTRA DRIFT. Junto à MOSTRA vai acontecer também o workshop THE DRIF PROJECT, uma residência internacional de invenstigação de performances. Mais informações acesse aqui: www.mostradrift.com.br.

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Solo de 2 atores

Agosto 15, 2009 por Leandro De Maman

osmarleandro

Olá a todos.
Uma das novidades do espetáculo é que Osmar de Oliveira tem me acompanhado nessa jornada, de modo que ele também atuará no espetáculo. Mas ele não deixará de ser um solo, a idéia é que tanto eu quanto Osmar façamos o mesmo espetáculo, de maneira que ele possa ser apresentado em dois lugares diferentes ao mesmo tempo. Então desde o mês passado tenho treinado com Osmar as bases do espetáculo. Valéria de Oliveira e Carol Carvalho também serão integradas ao projeto, fazendo a manipulação das projeções/ computador, de maneira que o Grupo Porto Cênico  começa a ficar mais presente no trabalho.

Agora que o espetáculo tem uma estrutura de roteiro definida, o trabalho tem sido construir essa estrutura no plano prático.  As projeções continuam sendo programadas em flash, enquanto eu e Osmar estamos trabalhando na construção de cada cena. A príncipio estamos trabalhando na cena da estátua, e semana que vem começamos a trabalhar na construção das cenas de interação projeçãoxator.

Ali no começo do post, foto de Osmar de estátua mais eu. =)

Ponto de Mudança

Agosto 5, 2009 por Leandro De Maman

Ocorre um ponto importante de mudança no conceito do espetáculo. Inicialmente havia pensado em fazer o espetáculo num anteparo, em um lugar escuro. Limitando a cena à esse espaço. Mas agora começo a achar que isso deixaria o espetáculo muito quadrado. Aí vem uma idéia antiga, de fazer manipulação direta via projetor. Catei o projetor e fui testar na rua lá de casa, e a borboleta quase não apareceu com a iluminação noturna de poste. Mas ao eu sair da animação, os tons claros do windows apareceram vivamente. Bingo,  o lance é só usar tons claros para compor a animação. Isso muda muito toda a estrutura e modo de pensar o espetáculo, já que os limites passam a ser outros, muito maiores. =)

Samurai nas Ruas

Julho 1, 2009 por Leandro De Maman

Atualmente faz parte do conceito do Samurai ser um desses artistas-estátua-de-rua, então faz parte do processo vivenciar ser estátua e ficar na Rua. A primeira experiência foi agora de manhã no centro de Itajaí – SC, fazia frio e ventava um pouco. Me acompanhava o companheiro Osmar de Oliveira (Porto Cênico). Ele tem acompanhado essa semana de ensaios no espaço Porto Cênico e fez o registro fotográfico dessa experiencia na rua. Primeiramente me arrumei na rua, coloquei o figurino e maquiagem (Pancake Branco Colombina, não recomendo essa marca pra ninguém, péssima), o que demorou um 15 minutos já chamando a atenção dos que passavam. Um comerciante que estava parado na loja da frente veio me dizer “você vai tomar o lugar do passarinho”, passarinho é uma estátua de rua que costuma a ficar por ali. Respondi que ele pode ficar do meu lado, não tem problema.”Tem espaço pra todo mundo” disse ele.

Depois de pronto, me postei de estátua e fiquei. Combinei com o Osmar de ele me avisar quando passasse 1 hora. Fiquei um tempo na primeira posição, e por instantes achei que ia demorar até alguém jogar um dinheirinho. Mas até que não, logo alguém colocou dinheiro e pude me movimentar. Mas o que me chamou a atenção é que esse primeiro, para minha frustração colocou o dinheiro na caixinha e simplesmente saiu batido, nem queria ver o que eu iria fazer, aí fiquei lá desestatuando que nem tolo pra ninguém. Boa parte dos que colocaram dinheiro foi assim, como se estivesse dando esmola, sem nem sequer olhar minha reação. Mas é claro que tem o que querem o retorno de seu dinheiro, principalmente as crianças, que olhavam com olhos de expectativa. O que é bem bacana, e depois saem felizes por terem interagido com o samurai.

Abaixo vídeo de uma das interações:

O mais engraçado eram os cometários ao redor enquanto eu ficava parado: “ele tá trabalhando, não ta pedindo, é o trabalho dele”, “tem que colocar dinheiro para funcionar”, “nossa que bonito, vi lá do meu apartamento e não consegui ver o que era, depois quero voltar e tirar uma foto e deixo um dinheirinho pra você”, “-O guerreiro tá cansado, o bravo guerreiro está cansado, não consegue nem sequer se levantar.  -coloca um dinheiro que ele levanta -não tenho dinheiro, mas tenho um botão de flor (joga o botão de flor na caixinha)”, “vai trabalhar com alguma coisa de verdade”, “é o diabo, coisa do demônio (se benze) é o diabo”, “é o trabalho dele”; O ideal era ter um gravador para coletar todos esses comentários, quem sabe na próxima empreitada.

O que sei é que nos 15minutos finais da uma hora minhas pernas já não aguentavam as posição, tremiam muiiiiiito (“coitado ta tremendo de frio”, frio nada era musculatura mesmo). Quero ver se agora durante julho faço algum exercício específico para melhorar isso, ou quem sabe o samurai pode sair da plataforma a cada 30min e se alongar um pouco, como samurai mesmo ou os dois.  A próxima meta será passar pelo menos 4 horas como estátua, o que deve acontecer em agosto, já que agora em julho vou para o interior ministrar um curso. Enquanto eu estava lá, um fiscal veio abordar Osmar, dizendo que eu precisava de uma autorização da prefeitura pra fazer isso. Ele explicou que já estavámos saindo e ficou tudo bem. Vou providenciar essa solicitação de autorização ainda essa semana. Pretendo em agosto fazer mais intervenções em Balneário Camboriú também. No final o resultado foi bem animador, a reação das pessoas com a imagem da estátua foi super-positiva, inclusive a interação com os que estavam dispostos. E com o dinheiro arrecado deu para pagar o café e ainda sobrou =).

Fica como lição de casa criar mais reações para a estátua, fazer mais interações paral apidar e pegar o ritmo de fazer a interação sem afobação,  arrumar a cadeira de base para que ela fique um pouco mais estável (talvez colocar borracha embaixo), e treinar fisicamente a sustentação da base para guentar o tranco de ficar parado durante um longo intervalo de tempo.

abaixo fotos que Osmar tirou:

samurai na rua

projeção x improviso

Junho 16, 2009 por Leandro De Maman

De volta à terras brasileiras. Durante os últimos meses que passei em Londres (mar – mai) o processo do Samurai continuou no plano conceitual. Tentei ir para o plano prático primeiro (até peguei um projetor emprestado), mas logo percebi, que sem ter bem definido com o que se quer com a projeção, a coisa não anda. Isto é, não da pra improvisar com projeção,  já que o material projetado demanda tempo para construção. Até cheguei a construir um elemento a ser projetado (uma idéia de borboleta), mas decidi criar o restante somente quando o roteiro estivesse definido.

Então, a prioridade ficou definir o roteiro para o Samurai antes de voltar ao Brasil. Para definição do roteiro, foram várias conversas e trocas de idéias com Antigoni Spanou (zecora ura). Até que se chegou a um roteiro relativamente simples, e que atendia várias idéias que eu gostaria de abordar. Também estamos cogitando a possibilidade de uma participação vocal de Antigoni no espetáculo, mas ainda não batemos o martelo, é algo que defeniremos mais pra frente.

Além do roteiro, durante esse período frequentei a academia moving east, tendo aula de aikidô  e kenjutsu (estilo Kashima Shinry ). Foram apenas 3 meses de pratica, o que é muito pouco para dominar qualquer início de técnica de espada, mas de qualquer maneira foi muito bom para a base de movimentação do espetáculo.

Outra coisa detectada é que o nome Samurai Mustafá remete aos árabes, o que não tem nada a ver com o roteiro que está sendo desenvolvido. O que significa que muito em breve o projeto deve ser rebatizado. Com relação à parceria com Urias, continuo o processo sozinho, devido à distância (já que estou em SC e ele no MA), e pretendo continuar trabalhando já que existe até data marcada para uma apresentação, que será no início de setembro em Miguel Pereira. De qualquer maneira as matrizes codificadas no maranhão devem ser usadas como uma das camadas do trabalho.

Chegando no Brasil a prioridade tem sido confeccionar o figurino, que devo finalizar essa semana. Isso porque o processo do projeto prevê laboratório na Rua o que pede que o figurino esteja pronto. A idéia do figurino está muito parecida com a 1.0 com algumas melhoras. Ainda será usado papelão mas com base de tecido, para que fique mais resistente e as placas não enrosquem uma na outra. O figurino também será pintado inteiramente de branco. Quando tiver fotos dele pronto posto por aqui.

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Sobre projeções – Between The Devil

Janeiro 18, 2009 por Leandro De Maman

Aqui em Londres tá bem corrido, muito ensaio e trabalho para poder estreiar dia 29. Mas no meio da correria surgiu uma peça para assistir que trabalha basicamente com interação entre projeção e ator, a peça se chama “Between The Devil And The Deep Blue Sea”, e são duas atrizes no palco mais uma pianista. O uso das projeções é bem interessante, e tem um jogo com a platéia bem legal no final. Foi bom assistir para ver como a coisa das projeções funciona bem. Mas em determinada parte do espetáculo a interação ficou mais voz/ projeção, já que utilizava muito o recurso textual. Prefiro a interação corpo/ projeção que ocorreu numa cena de 9 mortes, e com apelo muito bom com a platéia.

Também ficou perceptível que a música tem papel fundamental para dar força e vida às animações. Logo a trilha sonora deve ser bem pensada também. Gostei bastante de uma cena em que o background era composto por imagens mais abstratas, em posição menos linear no espaço. Acho que é um recurso que certamente pode ser utilizado, assim como a mudança de ângulo para animação, e uso de cortinas para compor recortes de projeção. Outro coisa que me chamou a atenção foi o uso de uma mancha branca para iluminar o ator nas cenas de fundo escuro, bem sincronizado funciona bem. Assim como uso de transição entre ator que está na tela, para um ator que está projetado, esse outro jogo ator da cena / ator projetado, também pode ser usado.

Mas no final o que ficou é que o que funciona é o uso de composições super fotográficas e simples, assim como a possibilidade de quebrar um pouco com a linearidade. Gostei bastante de ter ido assistir o espetáculo, pra uma primeira referência. =)

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samurai não morreu

Dezembro 28, 2008 por Leandro De Maman

Após um longo período sem postar nada, agora volto com as postagens. A correria anda grande principalmente por causa de hotel medea peça em que atuo e que estréia agora em janeiro em Londres no Teatro Arcola. Então samurai mustafá ficou bem de lado no plano prático.  Mas em compensação conceitualmente tem evoluído.

Com essa idéia de relação de encontro, estive em contato com uma oficina de clown (com pepe nuñes), muito valiosa, e depois disso fiz alguns exercícios de clown com James Turpin (ator de hotel medea) e cheguei à conclusão que não é isso que quero para o trabalho. Mas os elementos de contato com o público ainda assim penso que serão fundamentais.

Ao rever o “The MAX” que era uma referência importante, chego à conclusão que é mais ou menos alquele clima ou “mood” que quero atingir. Uma coisa meio sombria, com alguns elementos que beiram o surreal. Disso surgiu a idéia de desenvolver um guerreiro interior, um guerreiro que entra em contato com seus próprios pesadelos, com seu subconciente, um guerreiro em contato com suas próprias sombras.

Ainda não tenho idéia de como será isso, mas talvez utilizando sombras mesmo pra criar esse universo de sombras, que era uma sugestão antiga de zukoski. Mas o conceito da peça e do personagem começa agora a criar definição. Não sei se janeiro/fevereiro terei tempo de trabalhar nesse espetáculo porque a prioridade será hotel medea. Mas de qualquer maneira em 2009 volto com mais novidades. =)

sssnake

Agosto 1, 2008 por Leandro De Maman

Sexta-feira. Mais um dia de treino.

Díficil engrenar, a manhã anterior foi bem desgastante, fisicamente e energeticamente. Estava na torcida para Nilce me dar “o cano”. Mas que nada, 8 horas da manhã me ligou: vai aquecendo que tô chegando.

Aqueci. varri a sala. me deitei. Impulsos a partir do centro no chão. Plano médio. Plano alto. Acompanhando a música: mestre ambrósio.

Tudo para. Um cobra começa no pescoço. Depois desce pros ombros, atinge a espinha e depois o quadril. A espinha inteira engajada e o resto do corpo reagindo. Durante não sei quantos minutos nesse movimento. Algum tempo depois, começou a surgir um som do próprio movimento, voi meio sem querer. E o movimento foi ampliando, e começou uma dor estranha, e o som apliando junto com a dor.

Veio assim sem imagem mesmo. Simplesmente um movimento e um estado. Como que algo fisgando parte da musculatura mesmo, e mudando o som, e esse som ecoando por tudo dentro. E foi assim até surgir outro estado, esse mais contido, mais fechado, com braços e pernas se cruzando e peito aberto. Dois estados, a partir daquele moviemnto. Bem fortes. Até não mais ter força.

Aí fiquei no chão mesmo. um bom tempo.

Às vezes esse negócio de teatro dói. E isso às vezes dá medo.